Krav Maga: REAGIR significa colocar limite na violência

Quem acompanha o noticiário, se depara cotidianamente com casos diversos de violência escancarada nas telas e nos jornais, sem filtro.

Mas o que chama a atenção nesse cenário é como as pessoas encaram aquele cidadão que reage a uma violência. Muitas vezes, esse cidadão é taxado de violento de forma até mais enfática do que aquele que o agrediu.

Falar sobre reagir, quando o assunto é defesa pessoal e violência cotidiana é sempre delicado. Isso porque ouvimos, todos os dias, das autoridades ligadas à segurança pública, que o correto é não reagir a uma ameaça ou agressão.

Mas vamos olhar esse tema sob outro ponto de vista:

Pelo dicionário, a palavra REAGIR significa agir em consequência da ação de outro; agir em resposta a um estímulo; opor-se, resistir.

E o que acontece quando alguém te ameaça ou te agride? Você paralisa? Você chora? Você fica mais agitado? Você grita? Se pensarmos pela definição da palavra, tudo isso é uma reação.

O treinamento adequado Krav Maga dá ao praticante a habilidade física e mental de controlar suas emoções, seu medo e sua reações.

Ou seja, o Krav Maga tira da mão do agressor e passa às mãos da pessoa agredida ou ameaçada o poder de decisão sobre a defesa de sua vida no momento da ameaça ou do ataque em si.

“Reagir significa sair do estado pacífico de aceitar e de alimentar a violência contra si, para se tornar um agente ativo na eliminação do ato violento”, afirma Grão Metre Kobi, o introdutor do Krav Maga na América Latina e a maior autoridade da modalidade no Brasil.

Enquanto as autoridades apelam para que o cidadão não reaja, a sociedade padece refém da violência.

Quando há um preparo específico, feito por profissionais habilitados, para que essa reação seja controlada, o cidadão passa a ser agente ativo do combate à violência.

Retratado no cinema e nas novelas, o Krav Maga vem se popularizando entre civis e militares, por sua eficiência. Não só na ficção, mas também na vida real, o Krav Maga tem mudado a vida das pessoas.

Nem sempre o poder público estará presente para ajudar aquele cidadão que sofre de violência.

O Krav Maga forma pessoas mais controladas e capacitadas para conter o real agressor: aquele que chega para, de alguma forma, violar a liberdade do cidadão, agredir, atacar e até matar.

Krav Maga é baseado em defesa – na proporção do ataque sofrido. E quem se defende não pode e não deve ser considerado violento.

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Grão Mestre Kobi

Aluno direto do criador do Krav Maga, Grão Mestre Kobi Lichtenstein é o introdutor do Krav Maga na América Latina.

Iniciou seus treinamentos aos 3 anos e foi o primeiro faixa-preta de Imi Lichtenfeld a sair de Israel com a missão de difundir a técnica pelo mundo. Em 1990, chegou à América Latina, mais especificamente no Brasil para difundir o Krav Maga.

Na cidade do Rio de Janeiro, fundou e hoje dirige a Federação Sul Americana de Krav Maga (FSAKM), a precursora do Krav Maga na América Latina. 

O Krav Maga Mestre Kobi é voltado para civis e militares. No mundo da segurança, pública e privada, realiza treinamentos especializados para corporações militares e policiais.

Atualmente, o Krav Maga Mestre Kobi está presente em todo o Brasil, além de México, Argentina, Portugal, Estados Unidos e Canadá, onde trabalha pela preservação da filosofia, didática e técnica do Krav Maga, tal como foi criado por Imi e ainda é aplicado em Israel.